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sábado, maio 17, 2008

imagina um campo de flores do campo contigo lá dentro. claro que teríamos cuidados com as formigas e outros bicharocos. eu retira-los-ia das tuas pernas, e sabe-se lá de onde mais..., cuidadosa e carinhosamente. se estivesse contigo hoje, enchia-te de beijos suaves e de papoilas selvagens.

quinta-feira, maio 15, 2008

às vezes, a distância clarifica o amor [custa-me reconhecê-lo, eu que sou do mundo físico, com coisas, gestos e palavras] outras vezes, é o amor que faz braço-de-ferro com o destino. e salta obstáculos pelo espaço. ou é, simplesmente, corajoso e forte - mais do que parece ou se merece.

quarta-feira, maio 07, 2008

a minha verdade é esta: é difícil respirar à tona do turbilhão de emoções que me provocas.

segunda-feira, abril 21, 2008

quando não durmo, vigio o sono na esperança que o frio passe. e nunca mais chega o verão. deve ser por isso que se chama verão - como uma promessa de vermos qualquer coisa que ainda não vimos. tenho saudades da praia e dos vestidos leves, e de tudo o que ainda não foi provado. de qualquer forma, meu amor, já contamos duas estações bem medidas.

domingo, abril 20, 2008

contamos meses e tu chamas-lhe anos. e dás sempre um ou dois de avanço, num jeito desastrado de medir o tempo. não me importo com isso, porque há muito engoli o relógio não-sei-quando-vai-acabar-mas-não-tem-qualquer-importância. conto só tempo que somo contigo. o resto são intervalos de trabalho e compromissos. até que te recebo no(i)vamente no peito, aberto para te gozar e sugar o-tempo-todo. deixas pouco espaço à manobra e finjo que não me importo. seja. é um caminho como qualquer outro para perceber a distância que nos encurta o tempo. é a tua maneira de manter fronteiras. é a minha forma de cofiar confiança.
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é difícil, isto, de equilibrar a emoção com outra mulher. mais complicado do que se conta, muito mais doloroso do que se quer. aguento-me no usufruto do teu corpo e não lamento. bebo-te e como-te, sirvo-te e sirvo-me da doçura dos teus lábios como se tudo fosse autorizado. sei que não é. faço de conta que não há mais mundo para lá da nossa intimidade.
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quero que beijes sempre que quero até não poder mais ****

sábado, abril 19, 2008

em cada passeio que damos juntas, tudo flui a dois tempos: o meu, acelerado - o teu, contemplativo. e há encantamento que se confude com medo, um medo que não costumo sentir. é por isso, meu amor, que me pressentes ausente do espaço que partilhamos. não tenho explicação para o medo. nenhuma mesmo. confortam-me os teus braços que me apertam, o suave olhar, até o silêncio profundo. mas tenho medo... não sei como ludribriá-lo, nem sei como esquecê-lo.

sábado, abril 12, 2008

arrefeces-me como uma lâmina sobre a pele. esfrias o sentimento. não fazemos amor. não fazemos nada. esperas que a melancolia me passe. antes disto houve palavras suicidas. uma, outra vez, outra ainda mais tarde. penso: é sempre demasiado cedo para soltar palavras assassinas. as que esvaziam o pensamento, gelam o corpo, arrefecem qualquer emoção. instala-se um não-sei-quê. não compreendes. nem eu.
amar é um monumental equívoco: acreditamos que vai sempre correr tudo bem. que tudo pode ser um prazer com breves intervalos de realidade. que o amor se cultiva com a fluidez da ternura, e isso basta. e então sinto a tal lâmina na pele. golpeante, fria, medonha. cortante e disseminada pelo corpo. sem sangue, só calafrio. o corpo gela em arrepio de medo.

sexta-feira, abril 11, 2008

e é assim, também, que começa o falhanço. cada qual com o seu ritmo e os seus gostos. regras difícieis de aceitar. subentendidos que se acatam mas não se digerem. um frescor grave que se instala, primeiro à distância, depois indisfarçável no mesmo espaço. pode-se chamar-lhe melancolia, vaga tristeza. chega como enxurrada de dúvidas.