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quinta-feira, agosto 21, 2008

sem ti nunca me deito cedo / invento que me falta o teu toque / sobra-me tempo para navegar / imagino rotas para descobrir(mos) / penso se a diferença tem sentido / penso no sentido do que sinto / e nunca chego ao sono tranquilo / foge-me o futuro das mãos / o passado pesa uma vida toda / dava tudo para saber se algum dia será diferente

terça-feira, junho 24, 2008

eu atenta, tu distraida / eu notívaga, tu sonolenta / eu tranquila, tu ávida / eu céptica, tu crente / eu metódica, tu aleatória / eu sofrendo, tu revoltosa / nós amando / vós sem voz / eles a jusante / corpos nús / calor ardente / sede de ti / banho de mar / sol que escalda / em contra-relógio / tomo conta das horas / tu tomas-me a mim / somos felizes / assim, aí, mais... sempre

quinta-feira, junho 19, 2008

tudo o que não escrevo, sente-lo tu, sinto-o eu. e o resto é a paisagem dos corpos calmos: depois dos banhos estimulantes, no primeiro concerto de verão, na praia vazia ao entardecer, no desconserto das discussões, são tudo, amor, marcações ao amor. há também sms, telefonemas e piropos internéticos que fazem aquela sintonia das horas em que não há distância, só saudade.

quarta-feira, maio 28, 2008

sinceramente? não sei qual o pecado que me leva ao purgatório, mas faço gosto na companhia

terça-feira, maio 13, 2008

talvez precise de ajuda. há demasiadas coisas que não entendo. sobram os silêncios. os teus silêncios pesam toneladas de palavras engolidas na vez das carícias que não se trocam. ver o tempo passar com sonoro estrondo a vazio, sobre os intervalos em que nos sentimos felizes, não sugere nada de bom. só a sensação de ter-me enganado propositadamente perturba. e sobra-me a teimosia: quero acreditar que nada do que é bom é passageiro. provavelmente é engano meu. mais um. uma mania esta de pensar que a vida pode ser fácil, como eu.

terça-feira, maio 06, 2008

queria muito, mesmo muito, um amor tranquilo...

segunda-feira, maio 05, 2008

"eu queria levar-te até à lua para dançar... e mesmo assim, dançar podemos sempre, se quiseres"

domingo, maio 04, 2008

sou de mais feliz contigo, quando estou contigo. custam-me horrores... a ausência dos vales e montanhas, do suco da tua boca, as mudas trocas de olhar... desfaleço quando não estamos juntas na contingência. sofro de mais a lonjura da voz optimizada, muito mais que a distância da tua pele, ou o espaço em falta até ao teu cheiro. sobrevivo, cofiando na espera das amantes. sou infantilmente inútil. inutilmente infantil a amar. sem emenda.

sexta-feira, abril 18, 2008

todas as sextas-feiras são santas, por pior que corra a vida e só veja neblina. contigo, bendigo o fim-de-semana

quinta-feira, abril 17, 2008

às vezes, a vontade de te ter é tanta,
o desejo que me tenhas é tal,
que tudo me cheira a nós

quinta-feira, abril 10, 2008

escuta baixinho:

se me perder, procura-me...

faz-me essa jura de amor, docemente.

de todos os mapas que junto, no teu coração está o mais gasto

podes até estranhar o meu jeito fraco de amar,

nem sempre nos vale a bússola do sentimento.

não acredites que me fui porque sim,

nem para sempre.

se me perder de ti,

encontra-me

terça-feira, abril 08, 2008

somos um género à parte. uma espécie de minoria que umas vezes escolhe ser histriónica, outras mais se aguenta silenciosa. somos o amor do semelhante, a procura da diferença, o alento para a sintonia. somos o que não sabemos. tudo o que não nos ensinaram. nada do que esperavam de nós. e vivemos bem assim. achamo-nos felizes e lúcidas. nunca lemos cartilha alguma onde estivesse a cura deste ser diverso. não seguimos os padrões da família. desacreditamos deus em cada amante. viramos o mundo do avesso por uns instantes de luminosa felicidade. dobramos o cromossoma ao quadrado.